Exploratório: gerado automaticamente a partir dos dados das plataformas UmaTerra; não validado de forma independente nem revisado por pares.

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West Kelowna, 2023: um incêndio visto por quatro plataformas

Em agosto de 2023, o incêndio de McDougall Creek queimou as encostas acima de West Kelowna, na Colúmbia Britânica. Esta história lê o mesmo pedaço de terra em quatro ferramentas da UmaTerra: o que havia antes, o que o fogo levou, o que dois mapas oficiais dizem depois, e o clima que vem pela frente.

Carregando os números das quatro plataformas…

—de copa perdida em 2023 num círculo de 5 km real
—da floresta de 2000 do círculo já perdida real
—do Rose Valley Regional Park queimado em 2023 real
—do círculo exposto a tempo de fogo estimado

real medido por satélite ou pela própria geometria. estimado projetado por modelos de clima, ou dependente de um limiar. ausente uma parte que não respondeu desta vez.

1

Um círculo, um parque e uma parcela

Cada plataforma pergunta de um jeito. O Naturametrics e o muda-clima leem círculos em volta de um ponto; o Yvynation lê uma área protegida pelo seu limite oficial; o Camposcope lê uma parcela do cadastro. Para comparar, todos olham para o mesmo lugar: o meio da área queimada.

2

O que havia antes

O Inventário Anual de Culturas do governo do Canadá (AAFC) classifica cada pixel de 30 m do país todo ano: lavouras, mas também floresta, campo e cidade. O ano de 2022 é a última fotografia antes do fogo.

3

Uma floresta de várias idades

O sistema nacional de monitoramento florestal (NTEMS, do Serviço Florestal Canadense) estima a idade de cada pixel de floresta em 2019, a partir de trinta anos de Landsat. Povoamentos jovens são os que já queimaram ou foram cortados; os de mais de um século são os que ficaram de pé.

4

Um ano diferente de todos os outros

O Hansen/GLAD marca, ano a ano desde 2001, os pixels de 30 m que perderam a copa das árvores, por qualquer causa. Cada coluna é um ano dentro do círculo.

5

A cicatriz vista do espaço

O registro de fogo vem do MODIS (MCD64A1), em pixels de 500 m. É grosseiro para uma casa, mas um incêndio deste tamanho é exatamente o que ele foi feito para ver. O Yvynation lê o parque; o Camposcope, a parcela e três faixas em volta dela.

6

O inventário de culturas esquece o fogo

Aqui os mapas discordam, e a discordância ensina. O inventário de culturas tem uma classe para área queimada, mas ela dura pouco; o Hansen guarda a copa perdida para sempre.

7

Um parque dentro do fogo

O Yvynation lê as áreas protegidas do cadastro canadense (CPCAD) pelos seus limites oficiais. O Rose Valley Regional Park fica entre o lago e as encostas, no caminho do fogo.

8

Uma parcela na borda

O Camposcope lê parcelas do ParcelMap BC, o cadastro da província, e as compara com três faixas em volta. Na borda nordeste do fogo, uma parcela de terra pública mostra como a queima se espalha da parcela para a vizinhança.

9

O clima que vem pela frente

O muda-clima junta o uso do solo do círculo, nove modelos climáticos CMIP6 e quarenta anos de clima medido. A pergunta não é se vai queimar de novo, e sim a que mudanças esta terra está exposta.

10

O futuro em três leituras

Uma projeção não diz como será um verão: ela compara dois climas de 30 anos, 1985–2014 e 2041–2070, e cada modelo é medido contra o próprio passado. O muda-clima só fala de um perigo quando pelo menos dois terços dos modelos concordam no sinal. Três leituras ajudam a imaginar esse futuro: que mundo é (o aquecimento global do IPCC) e onde esse clima já existe hoje; quantos dias de fogo extremo o lugar terá; e a classe climática dentro do círculo, num mapa de 1 km independente.

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El Niño, La Niña e o clima que vem

A tendência de décadas não é tudo: de um ano para outro, o El Niño e a La Niña mudam a chuva e o calor bem mais do que ela. O muda-clima lê o estado agora pelo índice relativo da NOAA (RONI, que não confunde oceano mais quente com El Niño), agrupa as estações de outubro a março já medidas aqui por fase e, por fim, desloca essas mesmas estações pela mudança projetada para 2041–2070. É uma leitura exploratória: poucas estações por fase, e os modelos não concordam sobre como o próprio ENSO vai mudar.

12

O relato, em palavras

O muda-clima também escreve o resultado em parágrafos, para quem não lê gráficos.

13

De onde vem cada número

Cada número desta página saiu dos serviços das próprias plataformas, com a fonte, a escala e a hora do cálculo.

umaterra.com.br · West Kelowna 2023
Carregando…real
Carregando os números…

O que esta história não diz

Outra história: Porquinhos e Bacurizinho → As demonstrações passo a passo

Escrita com o Claude Opus 5.5, da Anthropic, a partir dos números que as plataformas calcularam: nenhum número vem do modelo. English version.

Notas

  1. A camada de perda do Hansen registra a perda de copa por qualquer causa: corte, praga, construção ou fogo, e um ano, não uma data. Um incêndio de agosto pode aparecer em parte no ano seguinte, quando a cena limpa chega. Hansen et al. (2013), Science 342, 850–853; Curtis et al. (2018), Science 361, 1108–1111.
  2. O MCD64A1 marca o mês em que cada pixel de 500 m (cerca de 21 ha) queimou. As cicatrizes nacionais do Canadá têm resolução melhor, mas não estão publicadas no Earth Engine; por isso as plataformas usam o MODIS. Giglio et al., MODIS MCD64A1 v6.1, NASA LP DAAC.
  3. O inventário de culturas é feito para enxergar lavouras. A classe de área queimada só aparece no ano do fogo; nos anos seguintes, uma encosta de troncos mortos em pé e rebrota volta a ser lida como conífera. Por isso a plataforma nunca usa um só mapa para dizer quanto de floresta existe. AAFC, Annual Crop Inventory; Biondo et al., Registry, coordinate, cadastre (manuscrito em preparação, 2026).
  4. O muda-clima conta área, não dano: um hectare exposto a um perigo é uma quantidade que os dados sustentam; quanto ele vai sofrer exigiria modelos que a ferramenta não tem. O tempo de fogo é um índice dos modelos, não uma previsão de incêndio. Biondo, Exposure, not prediction (manuscrito em preparação, 2026).