Okanagan: invernos que perdem a neve, de Silver Star e Big White ao Glacier
Em 1º de abril de 2026 a neve do Okanagan estava em 58% do normal, o menor valor desde 1980, num inverno de La Niña. Esta história lê o inverno de Vernon e Kelowna, das montanhas Silver Star e Big White e do Glacier National Park, que fica fora da bacia, pelo boletim de neve da província, por uma reanálise, por estações e por satélite; testa a ideia de que a neve perto de 0 °C é a que se perde primeiro; e olha para um El Niño que pode ser o mais forte já medido, sem tentar prevê-lo.
Carregando os números…
—índice de neve do Okanagan em 1º de abril de 2026 (% do normal) medido
—o mesmo índice na bacia do Alto Columbia, onde fica o Glacier medido
—°C por década: o inverno de Vernon desde 1981 (ERA5-Land) medido
—°C acima do normal em 2025–26, inverno de La Niña, em Vernon (estação) medido
medido pelo boletim, por estação ou por satélite.
estimado uma leitura que depende de uma escolha (uma grade, uma janela, um limiar).
ausente uma parte que não respondeu desta vez.
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Três lugares, dois lados da serra
Vernon e Kelowna ficam no fundo do vale do Okanagan; Silver Star e Big White são as montanhas acima delas; o Glacier National Park fica a leste, nas montanhas Columbia, fora da bacia. A história usa os três como régua: o que a neve e o inverno fizeram onde o inverno é morno, e onde é frio. Para a hidrologia da bacia, ver Merritt e colegas.
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O menor abril em 46 anos
O River Forecast Centre da Colúmbia Britânica resume a neve de cada bacia num índice: o percentual do normal de 1991–2020 em estações de neve medida. Em 1º de abril de 2026 a bacia do Okanagan tinha o menor valor de todas as regiões, e o boletim o descreve como o menor desde que os índices por bacia existem, em 1980.
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O mesmo mês, dois invernos
Arraste a barra: à esquerda, o fim de março e abril de 2023, um inverno de neve acima do normal em 1º de abril; à direita, o mesmo período de 2026, o menor índice. Sentinel-2, cor verdadeira.
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Duas secas de neve diferentes
A literatura separa a seca de neve por falta de precipitação da seca de neve por calor, em que a água cai como chuva ou derrete cedo. O índice do Okanagan ao longo dos meses mostra que 2023 e 2024–2026 são histórias diferentes. No oeste da América do Norte a neve de montanha vem diminuindo, e projeta-se um futuro com pouca ou nenhuma neve em parte da região.
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O ano em que a copa sumiu e a neve acabou cedo
O Hansen mapeia onde a copa das árvores desapareceu a cada ano, por fogo, corte ou praga: ele não diz a causa. Em vermelho, 2023. A cicatriz grande a oeste do lago Okanagan fica onde a história de West Kelowna analisa o incêndio de McDougall Creek; 2023 foi também o ano em que o índice de neve do Okanagan despencou de maio para junho (passo anterior).
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Um inverno mais quente em todo lugar do Okanagan
Pela reanálise ERA5-Land, a temperatura média de novembro a março em Vernon, Kelowna, Silver Star e Big White sobe desde 1981; a tendência é a mediana das inclinações entre todos os pares de invernos (Theil–Sen), que não se deixa levar por um inverno fora da curva.
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As estações dizem o mesmo
As estações do Environment and Climate Change Canada medem o mesmo inverno no chão. Elas têm lacunas e mudanças de lugar, e as séries de uma cidade foram emendadas sem homogeneização; por isso a série principal é a grade e as estações servem de conferência.
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A terra que o mapa da neve não alcança
O mapa de culturas do AAFC mostra o que o fundo do vale faz com a terra em 2025: pomares e vinhedos, pasto, cidade. É um inventário agrícola e uma foto de um ano: as classes de floresta e arbusto mudaram entre versões do produto, então nenhuma mudança é afirmada. Esta história não modela irrigação nem vazão; para a hidrologia da bacia, ver Merritt e colegas.
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Menos dias de gelo, e não no Glacier
Um dia de gelo é um dia em que nem a máxima passa de 0 °C: neve que cai nesses dias fica. Nas cidades e nas montanhas do Okanagan esses dias rareiam; no Glacier, não.
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Um teste: quem esquenta perde a neve
Uma explicação para o contraste: a neve que cai perto de 0 °C é a que se perde primeiro. Para testar, cada uma das 1.350 células ERA5-Land do interior sul da Colúmbia Britânica foi ordenada pela temperatura média do seu inverno em 1981–2000 e comparada com a sua neve de 1º de abril em 2012–2026.
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O satélite confere, por altitude
O MODIS vê a neve no solo desde 2000 e é independente da reanálise. A frequência é a parte das observações sem nuvem em que o pixel estava com neve em abril; as nuvens escondem parte dos dias, e dias de neve são nublados, então ela superestima a neve, mas o viés é o mesmo em todos os anos.
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Floresta velha onde a neve ainda fica
O mapa de idade das florestas do NTEMS, construído de décadas de imagens Landsat, dá a idade de cada povoamento em 2019. A tabela separa cada lugar por faixa de altitude: quanta floresta há onde a neve ainda fica e quão velha ela é.
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O frio que segura a neve
No Glacier o inverno médio é uns 9 °C abaixo de zero; a neve de abril cobre os pixels em quase todos os anos. Mas a bacia do Alto Columbia, onde o parque fica, também teve invernos fracos: o que o contraste mostra é uma diferença de margem, não de imunidade.
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Quem está dentro da cerca
A base mundial de áreas protegidas (WDPA) registra o Glacier National Park e as áreas protegidas do Okanagan, que é a mesma base que o Camposcope consulta quando um clique cai fora de qualquer parcela.
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Um El Niño que pode passar de tudo
O Climate Prediction Center da NOAA dá hoje chance alta de um evento histórico, acima de qualquer El Niño desde 1950. Ele já avalia a força pelo índice relativo (RONI), que corre abaixo do ONI clássico; a tabela mostra o recorde e os três El Niños fortes anteriores no mesmo ponto do ano.
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Três invernos, três respostas, e uma La Niña
Os trabalhos sobre a Colúmbia Britânica ligam o El Niño e a Oscilação Decadal do Pacífico ao tempo de superfície e à duração da neve na província, mas a resposta de um inverno depende de mais do que da fase. A tabela mostra o que a ERA5-Land diz de cada um dos três invernos de El Niño forte desde 1981, e do inverno 2025–26, de La Niña.
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Um evento fora da amostra
O padrão que se espera de um El Niño extremo sobre a América do Norte, Canadá mais quente e oeste dos EUA mais úmido, vem de poucos eventos. Os modelos projetam El Niños extremos mais frequentes num clima mais quente, e o que acontece com as teleconexões em si ainda é incerto. Um evento mais forte que todos os registrados não tem análogo.
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Até onde o aquecimento leva cada lugar
A grade de projeções do NEX-GDDP-CMIP6 que o muda-clima usa dá o aquecimento anual de cada célula de 0,25° entre 1985–2014 e 2041–2070 em dois cenários, a mediana de três modelos. Ela não tem o inverno separado: o aquecimento anual serve aqui de aproximação do aquecimento de inverno, e a tabela diz onde cada lugar cairia na curva do teste. Uma leitura de exposição, não uma previsão.
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O que esta história não diz
Não é uma previsão. O El Niño de 2026 é mais forte que qualquer análogo e o que ele faz aqui está aberto; os cenários são uma leitura de exposição com o aquecimento anual no lugar do de inverno.
O gelo dos lagos não está nesta versão. A memória de que lagos pequenos como o Wood, o Swan e o Ellison congelavam por mais tempo ainda não foi medida nem encontrada numa fonte; a página não afirma nada sobre o gelo dos lagos.
A reanálise não é a estação. As células da ERA5-Land têm ~9 km e misturam vale e encosta: servem para a mudança, nunca para a neve que cai na sua rua; as afirmações de tendência começam em 1981. A grade também esquenta cerca de duas vezes mais rápido que as estações (elas mesmas emendas sem homogeneização): o tamanho do aquecimento é incerto nesse fator; a direção, não.
O teste da neve perto de 0 °C é uma leitura, não uma prova. As células vizinhas dividem o mesmo tempo, então o intervalo de confiança do teste é otimista; o resultado vale como qualitativo e vem de uma só reanálise.
Perda de copa não é causa, e o inventário agrícola não é um registro de mudança. O Hansen conta toda perda de cobertura arbórea, venha de fogo, corte ou praga; o AAFC é uma foto agrícola de 2025 cujas classes de mato mudaram entre versões.
O Glacier não é um padrão fixo. A bacia do Alto Columbia também teve 2023–2025 abaixo do normal; o Glacier mostra o frio segurando a neve, não um lugar à parte do clima.
Escrito com o Claude Sonnet 5.5, da Anthropic, a partir dos artigos e boletins citados e dos números que o Earth Engine, as estações do Environment and Climate Change Canada e o muda-clima calcularam: nenhum fato ou número sai do modelo. English version.
Notas e referências
BC River Forecast Centre. Snow Conditions and Water Supply Bulletin, 1 abril 2026 e boletins de 2020 a 2025 (índices de bacia: % do normal 1991–2020). gov.bc.ca. Os índices foram lidos dos PDFs por script.
NOAA Climate Prediction Center. ENSO Diagnostic Discussion (edição de outubro de 2026, lida em 2 nov 2026; a próxima sai em 12 nov) e tabela RONI. cpc.ncep.noaa.gov.
Muñoz-Sabater, J. et al. (2021). ERA5-Land: a state-of-the-art global reanalysis dataset for land applications. Earth System Science Data 13, 4349–4383. doi:10.5194/essd-13-4349-2021. Inverno = novembro a março; células de ~9 km, cujo nível difere do das estações: compara-se a tendência, não o valor; as afirmações começam em 1981 (antes de 1979 é a extensão retroativa da reanálise).
Environment and Climate Change Canada, observações climáticas diárias (API MSC GeoMet). Estações: Vernon Silver Star Lodge, Vernon (Coldstream Ranch, CS, Auto), Kelowna (A, MWS0, aeroporto, UBCO), Glacier NP Rogers Pass e Mt Fidelity; invernos com ≥ 90% dos dias. api.weather.gc.ca.
Cobertura de neve: MODIS Terra e Aqua MOD10A1/MYD10A1 v061 (Hall & Riggs, NSIDC). Neve = NDSI ≥ 40; frequência de abril = observações com neve ÷ observações válidas, com ≥ 10 observações no inverno; faixas de altitude pelo SRTM (<700, 700–1200, 1200–1700, >1700 m), num círculo de 6 a 8 km. nsidc.org.
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UNEP-WCMC e IUCN. Protected Planet: the World Database on Protected Areas (WDPA), ativo WCMC/WDPA/current/polygons no Earth Engine; entradas do Canadá que tocam as duas regiões. protectedplanet.net.